domingo, 30 de março de 2008

Coisas que a gente esquece



Dentro de salas fechadas, escondidos entre concretos, ar-condicionados, computadores e toda sorte de tecnologias, as vezes a gente se esquece de quanta beleza há por aí, espalhada por todo esse universo.
A gente se sente tão mal perto de tanta coisa ruim dançando e fazendo a festa, impunidades, friezas e esses sentimentos chatos que algumas vezes estão tão proximos, arraigados aqui dentro. Tudo isso parece tão grande, tão horrível, infinitamente cruel, mas as vezes eu paro pra pensar e lembro que mesmo assim, ainda tem um universo gigante e maravilhoso quase que totalmente intocado, misteriosamente lindo e cheio de novidades. Cada vez descobrem novas estrelas e constelações; e nessas luzes coloridas tão vivas eu percebo o quanto as coisas feias são pequenas, e que ainda rola de a gente virar a mesa nesse pequeninissississímo planetinha. Ainda dá, sim pra tranformar as coisas!
De repente dá pra começar por esses indesejados sentimentos que aparecem ver por outra e levam-nos a falar e fazer indiotices. Quem sabe nos analisando melhor, nos observando mais de perto podemos pelo menos fazer a nossa parte.

terça-feira, 25 de março de 2008

Sentir



Hoje estou com medo, um medo vazio das coisas que não acontecem, um medo estupido de ficar enquanto as coisas vão, de ir enquanto as coisas ficam. Hoje me bateu esse medo bobo do silêncio, das palavras que por um motivo ou outro não foram, não pude ouví-las se pronunciar. Eu tenho um frio na espinha quando imagino a gente tudo quieto nesse turbilhão de barulhos insosos.
Eu estou com medo de me tornar assim, um serzinho mudo de tudo quanto é emoção. Tenho medo de falar demais em matemáticas, em raízes redondas, em teorias da psiquê, em coisas dessas por aí que não sentimos. Me imagino parando de sentir! Argh! Dá até gastura!
Nesse mundo de praticidades, tenho arrepios de pensar nas consequências, me vejo as vezes agindo com excesso de frieza e pouca verdade, como se os sentimentos tivessem saído do meu vocabulário.
As vezes perco as cores das coisas e muitas coisas mudam. Minha sensibilidade acaba afetada. Minha criatividade fica afetada. E aí, nada dá em nada.