sexta-feira, 11 de julho de 2008

Tempo



Pata pós pata a leve aranha tece sua teia
Brilhante fica a linha quando o sol inventa de bater
E esse vento que vem de lá não sei daonde ta batendo na arvore
enquanto isso as folha pequenas parecem insetos amarrados aos troncos.

A petada da flor no chão é de um tom puxado pra rosa
não, na verdade não é nada puxado, é rosa mesmo
A não ser puxada pelo pé do rapaz que acaba de passar
mas suja não ficou, a beleza resistiu e foi mais forte.

Lá do céu me olha o céu,
de uma pureza que não se alcança
A luminosidade do dia deixa explicita a minha sombra
E o que sobra deve-se apagar.

O vento passa e o meu cabelo levanta
e o que te espanta
não tem nada de anormal
é o vazio mais completo de se saber respeitar.

Pausas!

Um comentário:

Roberto Policiano disse...

Ler o texto provocou em mim uma paz interior. Foi muito tocante, gostei muito, parabéns Cami.
Abraços
Saudades!
Roberto Policiano