sábado, 7 de junho de 2008

Devagar!


Temos muito tempo ainda

Uma coisa de cada vez

Sem afobação

Calma!


Esse pão todo na boca de uma vez, não

Isso aí dá é indigestão das feias

Não atropele o tempo

Toma cuidado!

Esfria!


Essa vida é pra se degustada, isso sim

Experimentada aos poucos

Não coma tudo junto assim não que senão entorta a ordem das coisas

E quem é que aguenta?



As coisas precisam de respiração

De uma paciencia daquelas

De tempo suficiente

De pausas

De AR

4 comentários:

Roberto Policiano disse...

Concordo plenamente! Mesmo porque, depois de engolido, o bombom não tem mais gosto na boca. Faça assim: desembrulhe-o bem devagar. curta o barulho do papel que o envolve. Antes de abocanhá-lo, cheire-o primeiro. faça isso de olhos fechados. Anteveja o seu sabor. Agora sim, ainda com os olhos fechados, dê uma pequena mordida. Deixe o bocado na língua até derreter. engula bem devagarzinho enquanto curta sua doçura. Repita esta operação até consumir o bombom inteiro. Sobrou algum vestígio nas pontas dos dedos? Não se acanhe de lambê-los gostosamente! huuummmmmmmm!
Abraços!
Também estou com saudades!
Boas provas.
Lembranças ao Júlio
Roberto.

Unknown disse...

É verdade mesmo!
Nem sempre damos o tempo necessário para compreendermos o sentido real das coisas. Vivemos muitas vezes sem sentir com a Alma e muitas vezes nos decepcionamos.

Bjs

Thiago Soares disse...

Depois de grandes coments não tenho muito o que dizer além de concordar.
Tudo ao seu momento e ao seu gosto.
=)
boa semana

Naka

O Jardineiro Plebeu disse...

Querida amiga que não gosta de poemas depressivos. Realmente o seu é otimista. Concordo que degustar é necessário. Geralmente, só o fazemos quando o cérebro sente por bem o estímulo que lhe leva a língua. Então quando a coisa é ruim, a gente não quer que demore não... mesmo que tal ruim experiência seja construtiva. Mas isso é natural. O que não é razoável é a pressa com que a gente faz coisas completamente prazerosas, como comer um chocolate... né mesmo, Roberto? Abraços e beijos, querida. Fábio Lima.